<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359</id><updated>2011-10-08T15:23:27.057+01:00</updated><title type='text'>Pózinhos de nada</title><subtitle type='html'>um blog sobre tudo e sobre nada, textos nem sempre reais, de muitos imaginários. são exercícios de escrita, às vezes criativa outras nem por isso. estas são as palavras da minha vida.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-7685552079873351919</id><published>2010-08-05T14:06:00.003+01:00</published><updated>2010-08-05T14:09:50.143+01:00</updated><title type='text'>madrugada</title><content type='html'>&lt;p&gt;Não é de noite, não é de dia... é uma mistura difusa. Um negrume salpicado de sardas brilhantes, que se enrola em fios de luz morna, rosada e intensa. É a noite que se recusa a partir, é o dia que insiste em chegar, é a madrugada. &lt;p&gt;

É um instante, um momento apenas, em que o silêncio dita as regras e a neblina se derrama, passeia rente ao chão, rodeia pedras, árvores e arbustos, rodeia-me a mim. No limbo, entre a claridade e a escuridão, embalo-me na tranquilidade eremita, deixo sair os fantasmas e abraço a luz que vem de dentro.&lt;p&gt; 

E assim permaneço, vendo o céu à minha frente a corar, embaraçado talvez por se ver assim contemplado. A luz ganha força, as cores ficam mais veementes e vibrantes, até que o sol emerge por fim e mornos beijos vêm pousar-me no rosto.&lt;p&gt;

Há algo de belo e mágico em cada amanhecer, algo de enérgico e profundo que nos toca como se por um instante mais nada importasse. 
Somos nós e uma bela manhã, um glorioso dia que nasce.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-7685552079873351919?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/7685552079873351919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=7685552079873351919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/7685552079873351919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/7685552079873351919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2010/08/madrugada.html' title='madrugada'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-5042450926063611629</id><published>2009-11-04T01:38:00.000Z</published><updated>2009-11-04T11:40:21.058Z</updated><title type='text'>tenho saudades</title><content type='html'>&lt;p&gt;
tenho saudades de abrir a janela exígua do quarto e inspirar o ar fresco, mesmo nas manhãs de verão, e de sentir o cheiro dos pinheiros salpicados de gotas de orvalho.&lt;p&gt;

tenho saudades de sair para a rua apressada, quanto metade da casa ainda dormia, de bucha na mão para aconchegar os roncos do estômago, e calcorrear as ruelas da aldeia, descalça, sentido as pedras frias e húmidas por debaixo de mim.&lt;p&gt;

tenho saudades de descer a ladeira até à ponte gigante de pedra que se arqueava para deixar correr o rio em todo o seu esplendor e de me sentar nas pedras junto à levada, para fazer daquela água apressada o meu duche matinal.&lt;p&gt;

tenho saudades de brincar todo o dia na rua, de me embrenhar nos pinhais, de regressar poeirenta e imunda e mergulhar ao final da tarde no negrume do rio, e logo a seguir empoeirar-me de novo em mais aventuras.&lt;p&gt;

tenho saudades de saltar às figueiras, de trepar aos pessegueiros e do doce sabor de mel de uma fruta roubada, às vezes morna por não ter abrigo do sol.&lt;p&gt;

tenho saudades dos serões no adro da igreja, à volta de uma fogueira aromatizada de eucalipto, com fagulhas a dançar no ar quente das noites de verão, das conversas dos velhos e das risadas dos novos.&lt;p&gt;

tenho saudades de mim assim, franzina, sem chegar a um metro, cabelo tosquiado à rapazola, rosada e tisnada do sol.&lt;p&gt;

tenho saudades da minha inocência, de não saber nada da vida e de achar que ia ser sempre assim, feliz... que ia poder sempre descalçar-me, sentir o chão debaixo dos pés, refrescar-me debaixo da cascata e sorrir.&lt;p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-5042450926063611629?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/5042450926063611629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=5042450926063611629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/5042450926063611629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/5042450926063611629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2009/11/tenho-saudades.html' title='tenho saudades'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-7139544079261993775</id><published>2009-09-30T23:39:00.000+01:00</published><updated>2009-10-01T10:34:08.312+01:00</updated><title type='text'>um momento perfeito</title><content type='html'>Aninhas-te no meu colo, enroscas-te em segurança e sentes com um sorriso o calor do meu regaço. Adormeces tranquila sabendo que eu vou estar aqui, exactamente aqui, no momento em que acordares. E à medida que a tua respiração vai ficando mais profunda, a minha mão vai percorrendo o teu corpo pequeno e delicado, em movimentos suaves, tu sentindo o toque da minha mão, eu sentido o calor da tua pele.&lt;p&gt;
Fixo-me no teu rosto profundamente sereno e o meu coração estremece… é por demais puro este amor, esta entrega, um sentir sem princípio nem fim. É por demais perfeito este momento, e todos os outros momentos, desde que tu existes em mim.&lt;p&gt;
Beijo-te o rosto, a testa, as bochechas rosadas e o narizito empertigado… inspiro o teu cheiro inconfundível e agradeço-te em silêncio, por teres entrado na minha vida, por me deixares fazer parte da tua, e por fazeres de mim uma pessoa melhor, todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-7139544079261993775?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/7139544079261993775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=7139544079261993775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/7139544079261993775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/7139544079261993775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2009/09/um-momento-perfeito.html' title='um momento perfeito'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-4923989155599069839</id><published>2009-08-20T00:47:00.002+01:00</published><updated>2009-08-20T12:13:07.423+01:00</updated><title type='text'>solta</title><content type='html'>&lt;br&gt;
Solta um suspiro,&lt;br&gt;
um miado…&lt;br&gt;
liberta o peso que esmaga o peito!&lt;br&gt;
Inspira,&lt;br&gt;
Alivia. &lt;br&gt;
Geme toda a mágoa,&lt;br&gt;
todo o cansaço.&lt;p&gt;
Cede ao insano,&lt;br&gt;
à mania…&lt;br&gt;
esmurra a alma e sacode o oco! &lt;br&gt;
Baqueia, &lt;br&gt;
desliza. &lt;br&gt;
Chora como a perdida, &lt;br&gt;
como a errante. &lt;p&gt;
Vomita, sucumbe, renova&lt;br&gt;
tomba, larga.&lt;br&gt;
Cai, &lt;br&gt;
Cai, &lt;br&gt;
Cai! &lt;p&gt;
Acorda, &lt;br&gt;
ergue o corpo mole.&lt;br&gt;
Abana o passado dos ombros…&lt;br&gt;
despeja os enganos e erros.&lt;br&gt;
Chora, ri, como nunca…&lt;br&gt;
Começa! &lt;p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-4923989155599069839?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/4923989155599069839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=4923989155599069839&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/4923989155599069839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/4923989155599069839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2009/08/solta.html' title='solta'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-9037734236593324237</id><published>2009-08-05T00:32:00.001+01:00</published><updated>2009-08-06T15:07:04.132+01:00</updated><title type='text'>velhos desconhecidos</title><content type='html'>Sentada no banco do jardim, sentindo a brisa fresca do final de tarde, lia atentamente as últimas páginas do livro que a tinha acompanhado nos últimos tempos. Agora trazia-o sempre consigo, aproveitando cada instante livre para avançar um pouco mais naquela história que prendia e fascinava a cada frase. Revia-se em cada movimento e em cada suspiro da personagem principal e projectava naquela trama intricada o filme da sua própria vida. Buscava, ansiosa, as últimas páginas, esperando antever ali o desfecho da sua própria história.&lt;p&gt;

No entanto, um certo nervoso miudinho impedia que toda a sua atenção se focasse no livro. Lia uma frase ou duas e logo em seguida voltava atrás por já se ter perdido no seu sentido. Em pano de fundo, estava atenta a tudo o que a rodeava: o casal adolescente junto a uma árvore frondosa em beijos apaixonados e inconsequentes; uns metros mais à frente, noutro banco igual ao seu, uma mulher solitária alimentava um bando de pombos; no carreiro que ladeava o jardim um jovem executivo apressado discutia ao telemóvel. &lt;p&gt;

Cada movimento em redor tinha a sua total atenção. Combinara naquele final de tarde um há muito adiado encontro, com um perfeito estranho que conhecera na internet. Nem sabe muito bem porque tinha acedido ao pedido… trocavam mensagens há dois meses e por ela ficariam assim outros dois. Mas, talvez inspirada pela personagem do livro que trazia consigo, achou que devia arriscar, como arriscam as heroínas dos filmes e pelo menos uma vez, sair da sua redoma, do seu ninho e refúgio. &lt;p&gt;

Mas agora estava nervosa, um aperto na barriga e um constante agitar de pernas indicavam que talvez se tivesse precipitado… afinal, ela não tinha a fibra das heroínas dos filmes. Conhecer este estranho era diferente, talvez porque ele apenas lhe seria estranho nas feições, nas expressões e trejeitos. Conhecia dele mais do que de muitos amigos de longa data… assim como também sabia ter dado a conhecer tudo de si. Sentia-se por isso nua perante ele e seria por isso o único primeiro encontro a que ela comparecia assim, nua.&lt;p&gt;

Perdida entre estes seus pensamentos, os parágrafos do livro perto do fim e as personagens que povoavam aquele jardim, acabou por não se aperceber da chegada do seu desconhecido, que a surpreendeu com um olá sorridente. Agitada retribuiu o cumprimento enquanto ele se sentava ao seu lado. Ele falava com uma total e aparente normalidade, como se a tivesse visto ainda ontem no café ou no bar. Ela, mais calada, ia sondando tudo que ainda desconhecia nele, a estrutura do rosto, a cor dos olhos, o ondular do cabelo e o tom da voz. &lt;p&gt;

Ainda demorou algum tempo até que se conseguisse abstrair desta sensação de desconforto, de estar perante um estranho como amigos desde sempre. Mas a pouco foi descontraindo, foi soltando o sorriso, o corpo e a voz… a pouco foram encaixando os seus ritmos e já era quase noite sem que se tivessem dado conta do passar do tempo. Do crepúsculo ao convite para jantar foi um instante apenas e a noite viria a revelar-se uma das melhores da sua vida. &lt;p&gt;

Só no dia seguinte, quando a luz da manhã a surpreendeu a ela, poisada nos braços do seu desconhecido num abraço profundo, é que se apercebeu como tinha andado alheada e anestesiada nos últimos tempos. Deu-se conta que a vida só é vivida por aqueles que a ela se entregam, deixando o medo para trás, mesmo que isso signifique, de vez em quando, esbarrar em desilusões e tristezas. Às vezes também era possível esbarrar em momentos de grande paz e tranquilidade, como aquele que experienciava agora. &lt;p&gt;

Deu-se também conta que tinha deixado o livro, inacabado, esquecido no banco do jardim. E não valia a pena voltar atrás para o procurar. Não pela probabilidade de já não o encontrar lá, mas porque o desfecho do livro deixara de lhe interessar. Aquela história em que ela se vinha revendo deixara de ser a dela e passara a ser aquilo que sempre fora: uma história de ficção de uma personagem inventada. O seu livro e a sua história estavam ainda por escrever. &lt;p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-9037734236593324237?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/9037734236593324237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=9037734236593324237&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/9037734236593324237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/9037734236593324237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2009/08/velhos-desconhecidos.html' title='velhos desconhecidos'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-4981768382812190536</id><published>2009-07-23T23:47:00.000+01:00</published><updated>2009-07-24T12:58:03.063+01:00</updated><title type='text'>(...)</title><content type='html'>Beija-me o pescoço, na base que curva para acentuar o ombro e desce, percorre as minhas costas com o toque suave dos teus lábios, com o quente húmido da tua língua. Aguça todos os meus sentidos com a tua boca de mel e emoldura as minhas ancas com as tuas mãos fortes.&lt;p&gt;
Torna agora a subir, arrepia cada milímetro da minha pele e procura a minha boca para me devorares com sofreguidão. Crava os teus dedos ansiosos nos meus seios e aperta-me com força contra o teu peito.&lt;p&gt;
Pára! Agora afasta-te, respira fundo e deseja-me só com o olhar, viaja por cada detalhe do meu corpo e observa as minhas mãos a descerem felinas pelo meu ventre, delicia-te com o meu prazer que é teu também. Partilha comigo este desejo de entrega, esta ode aos sentidos e a loucura da rendição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-4981768382812190536?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/4981768382812190536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=4981768382812190536&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/4981768382812190536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/4981768382812190536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2009/07/blog-post.html' title='(...)'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-4509789183514484455</id><published>2009-07-20T23:23:00.003+01:00</published><updated>2011-10-06T14:13:16.154+01:00</updated><title type='text'>alma náufraga</title><content type='html'>Há uma alma perdida a vaguear no convés de um barco naufragado, encalhado, arrasado e envelhecido, vencido pelas ondas agitadas de uma tempestade, numa noite escura e fria. A viagem acabou, as mãos engelharam-se, o olhar embaciou-se e do rosto, todas as cores se esvaíram. Já não há ninguém à espera no cais.&lt;p&gt;

Não há risos nem sorrisos, não há abraços nem afagos, não há lágrimas nem suspiros e os lenços brancos já não se agitam ao vento. O tempo passou e com ele a ânsia dos olhares postos no mar. Os corações aconchegaram-se nos casacos pesados da lã de Inverno e aos poucos foram se esquecendo que um dia tinham esperado por um barco no cais.&lt;p&gt;

Pairando sobre a memória de um passadiço de madeira firme, agora bolorenta e recoberta de um limo viscoso, avança até à proa daquele gigante largado ao mar. Também ela largada ao mar, ali ficou depois do fim, feita capitã dos mares na recusa de abandonar o posto, esperando um recomeço, uma salvação que nunca chegou. E da espera feita eterna, veio o apego e a estranha afeição àquele barco submerso e esquecido, como esquecida estava ela da vida.&lt;p&gt;

Todos os fantasmas tinham desaparecido, fosse na perseguição de uma luz ou sugados pela escuridão, mas tarde ou cedo todos se tinham diluído naquelas águas sombrias. Todos menos ela. Náufraga de corpo e de alma, fizera daqueles destroços a sua ilha, o seu limbo e purgatório. Aguardava que um qualquer barqueiro ali se aportasse para lhe oferecer uma derradeira viagem, uma passagem para esse caminho que as almas percorrem antes da redenção. &lt;p&gt;

É que já no longínquo dia em que a sua alma, ainda corpo, tinha embarcado naquele navio, ela buscava como único destino a redenção, na forma de um par de braços que a esperariam no cais, agitando um lenço branco ao vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-4509789183514484455?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/4509789183514484455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=4509789183514484455&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/4509789183514484455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/4509789183514484455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2009/07/alma-naufraga.html' title='alma náufraga'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-1662369713673315729</id><published>2009-07-16T17:49:00.003+01:00</published><updated>2011-10-06T14:14:54.672+01:00</updated><title type='text'>história do mar</title><content type='html'>Ela é ninfa etérea, de pele clara e cabelo de mel, enrolado como a dança das ondas. Tem na pele a macieza do passar das águas e nas curvas o ondular do mar. Caminha quase pairando e traz consigo um cheiro de doce sal. Emerge das águas escuras e sorri.&lt;p&gt;

Ele é faroleiro rendido, vergastado pelo tempo, derrotado pela solidão, guardião da luz que acalma os marinheiros vadios. De pele dura e vivida traz no rosto as marcas do vento norte e no olhar, o azul do horizonte que fixa, noite após noite, à espera de também ele ver aí a sua luz.&lt;p&gt;

Ela é mar revolto, é força de ondas gigantes, ele é terra firme de esperança iluminada. 
Dois seres de dois mundos que se tocam, cruzam, mas nunca se misturam ou entranham. Encontram-se à beira do mar nas noites escuras, quando a lua já vai alta demais para denunciar os amantes. Naquela areia há silêncio e entrega, há loucura e paixão, rendição e abandono. Naquela areia ficam os sonhos do mar que deseja a terra e da terra que anseia pelo mar. E ali ficam as marcas de um encontro improvável, quase impossível e que a maré sobe apressada para apagar os seus vestígios.&lt;p&gt;

Aos primeiros raios de sol, ela esgueira-se do seu corpo firme e torna ao mar, navegando para longe, sem um olhar, sem um adeus. Ele ali fica, mais uns instantes, enquanto o cheiro dela ainda o embriaga e só depois aclara a visão, tentando em vão desvendar-lhe o destino. E perante a ausência de evidências ali fica a questionar-se, se a noite foi de entrega real ou de sonhada fantasia. Torna ao seu farol, à sua torre segura e espera por mais uma noite, de olhar fixo no horizonte, à espera de ver ali a sua luz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-1662369713673315729?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/1662369713673315729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=1662369713673315729&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/1662369713673315729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/1662369713673315729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2009/07/historia-do-mar.html' title='história do mar'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-8540757469361086721</id><published>2009-04-16T23:56:00.002+01:00</published><updated>2009-06-01T10:33:07.480+01:00</updated><title type='text'>partilha</title><content type='html'>Poiso o olhar na cama vazia e inspiro profundamente para sentir o teu cheiro entranhado nos lençóis brancos, amarrotados e cansados de amparar a nossa dança. Fecho os olhos e vejo-te ali de novo, numa memória tão vivida que quase sinto o calor da tua pele colada na minha.&lt;p&gt;
Chegaste em silêncio e despido de pudor, movido pelo desejo lascivo que o meu menear de ancas tinha invocado. A respiração pesada, as mãos quentes e o olhar penetrante denunciaram-te ao primeiro instante e assim entraste na minha intimidade. As mãos ansiosas cravaram-se na minha cintura e a tua boca procurou o calor da minha.&lt;p&gt;
Ainda estremeço ao rever o teu gesto de arrebato que me rasgou a blusa na urgência de te afundares no redondo dos meus seios. Percebi ali mesmo que a minha provocação tinha libertado o teu instinto caçador e agora eu era a presa, indefesa e desamparada, como se uma perseguição imensa me tivesse esgotado as forças.&lt;p&gt;
Entreguei-me à fantasia e deixei-te assumir o papel principal, invadiste-me com o teu desejo, encaixando a tua masculinidade na minha suposta inocência. A cada movimento teu correspondia um suspiro meu, de prazer indisfarçável, num crescendo que me enlouquecia e me fazia pedir mais. Já não conseguia ser apenas presa, queria também liderar a caçada e provocar-te até me esgotares de satisfação.&lt;p&gt;
Perdendo a noção de quem éramos, exorcizámos ali todos os nossos medos, todas as frustrações e angústias que aproximaram dois perfeitos estranhos.&lt;p&gt;
Agora que restava apenas o teu cheiro naquela cama, sorri por dentro perante a imensa sensação de liberdade que aquele prazer me tinha trazido. Também tu saíste de sorriso cúmplice no rosto, livre dos demónios e dos fantasmas que te acompanhavam antes. &lt;p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-8540757469361086721?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/8540757469361086721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=8540757469361086721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/8540757469361086721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/8540757469361086721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2009/04/partilha.html' title='partilha'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-2760402186198014368</id><published>2009-01-27T16:02:00.004Z</published><updated>2009-06-01T10:28:33.200+01:00</updated><title type='text'>em segredo</title><content type='html'>O vento de um Inverno rigoroso soprava lá fora e o frio imenso era visível nos seres encolhidos que passavam na rua, enterrados em grossos casacos e fartos cachecóis. Cá dentro não se sentia o frio, muito pelo contrário. O calor do chocolate quente que eu remexia na chávena subia delicadamente e acariciava-me com aromas de outras paragens.&lt;p&gt;
Do outro lado da mesa, tu sorrias para mim e falavas sem parar, sobre isto ou aquilo, soltando pequenas gargalhadas e interjeições na busca por uma descrição fiel dos acontecimentos. Falavas entusiasmada dos novos projectos e eu tentava em vão ouvir-te com toda a minha atenção. Mas sem querer, a tua voz começava a ecoar distante e eu dava por mim a fixar-me apenas no movimento dos teus lábios. Não era certamente numa tentativa de aqui adivinhar as palavras, mas antes um forte desejo de ter esses lábios para mim, para lhes sentir o calor, a suavidade e a humidade num beijo apaixonado.&lt;p&gt;
Fixo o teu rosto e sorrio para ti, respondo-te qualquer coisa sem compromisso e repenso que nunca tive a coragem suficiente para dizer que te amo. É sensação recorrente em todos os nossos encontros e nas despedidas que ambas tentamos protelar. Porque quando te abraço queria não ter de te soltar nunca. Porque quando te beijo a face queria na verdade a tua boca na minha. Queria acolher-te no meu peito, saborear os teus seios lindos, perfeitos e irrepreensíveis. Queria sentir sempre a tua pele sedosa na ponta dos meus dedos ou aninhar toda a tua beleza em mim.&lt;p&gt;
Se tu quisesses, se eu pudesse, se o mundo deixasse, o meu regaço era teu…o meu amor estaria aos teus pés, em total entrega. E aí saberias o quanto tinhas andado enganada, buscando conforto nos homens desse mundo. E aí saberias que aquilo que procuras incessantemente, só eu te posso dar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-2760402186198014368?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/2760402186198014368/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=2760402186198014368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/2760402186198014368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/2760402186198014368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2009/01/segredo.html' title='em segredo'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-609988215441359278</id><published>2008-12-03T15:34:00.004Z</published><updated>2011-10-06T14:18:24.954+01:00</updated><title type='text'>o quarto</title><content type='html'>A chuva enfurecia-se lá fora, fustigada por um vento que a empurrava com violência de encontro à única e exígua janela daquele quarto, fazendo ecoar no interior uma cantilena compassada de curtos estalidos.&lt;p&gt;

Entorpecida pela sonoridade hipnótica, o olhar dela ia poisando, ora na água escorrendo pelo vidro, ora nos fiapos de papel de parede esmaecido pela idade, que davam àquele quarto de hotel de inqualificável categoria um sentido de pesar. O tempo passava por ali há tempo demais e isso via-se nas sancas enegrecidas, na alcatifa roçada que há muito se tinha esquecido da cor, no estofo esgaçado de um velho sofá e numa coberta de cama com padrões de outras modas.&lt;p&gt;

Também ela sentia ser, de outros tempos e de outras modas. Quando se olhava ao espelho, detinha-se na pele macilenta, nos olhos de expressão vítrea e nos lábios pálidos, numa triste figura longe dos tempos áureos de estrela brilhante. Dolorosamente recordava todos os palcos que tinha pisado com os seus movimentos de garça, dos calorosos aplausos e entusiasmos de um público sempre sedento por mais da sua diva.&lt;p&gt;

Mas todo o seu esplendor resumia-a agora a uma escanzelada mulher, envelhecida pelos acontecimentos, diminuída e minguando a cada dia que passava presa naquela cadeira de enormes rodas metálicas. Confinada à imobilidade, privada de sentir a música a vibrar no seu corpo, revoltava-se contra aquelas pernas inconsistentes e que há muito lhe tinham deixado de obedecer.&lt;p&gt;

Lamentava profundamente todo o esplendor da sua carreira como bailarina e toda a aclamação que tinha recolhido, entre ovações, ramos de flores e pretendentes apaixonados. Lamentava ter vivido tanto, como se a plenitude dos seus tempos áureos servisse agora apenas para lhe infligir mais dor. Cada memória era uma farpa que se enterrava na alma e que lhe ia sugando as vontades. E o dia de hoje fora decisivo na percepção deste facto.&lt;p&gt;

Após uma maravilhosa festa de exultação da sua carreira e o lançamento de um livro com a sua história de brilho e glamour, um chorrilho de recordações invadiu-lhe o espírito e levou-a a desejar não merecer aquele reconhecimento. Queria antes ter sido toda a vida desconhecida, infeliz e frustrada por não pisar um palco verdadeiro. Talvez assim tivesse sido mais fácil de aceitar a consequência do seu acidente e a imobilidade que a deixava agora acanhada naquela cadeira.&lt;p&gt;

Depois das solenidades cumpridas, regressara ao seu quarto de hotel, a única morada que reconhecia, desde que se desfizera voluntariamente dos seus palácios, também eles cravejados de rememorações. Caprichos de estrela decadente diriam alguns. Analgésico diria ela.&lt;p&gt;

Colocou Chopin a tocar, para ouvir aquela melodia mais uma vez, mesmo que o seu corpo já não a pudesse dançar. Seria a última vez que a música a fazia desejar um passo impossível, mas seria também a última vez que os seus passos seriam impossíveis. Havia algo de profundamente libertador na morte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-609988215441359278?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/609988215441359278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=609988215441359278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/609988215441359278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/609988215441359278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/12/o-quarto.html' title='o quarto'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-7522610967563095693</id><published>2008-11-21T14:35:00.004Z</published><updated>2008-11-21T14:48:37.317Z</updated><title type='text'>obrigada</title><content type='html'>Reparei agora mesmo, neste preciso instante e enquanto lia os os posts passados, que estas palavras já não são minhas. Ganharam vida própria, coisa que nunca tinha acontecido aos textos que ficavam rabiscados no meu caderno.&lt;br&gt; A sensação de reler agora o que escrevi, como se outro o tivesse feito foi revigorante. Fico feliz por ter tido coragem de publicar os meus exercícios... &lt;br&gt;Mesmo sabendo que os escassos visitantes (amigos e família) são dóceis na sua crítica, expor o que escrevo não foi fácil. &lt;br&gt;Agradeço do fundo do coração a quem me tem incentivado e apoiado nesta exposição. &lt;br&gt;Está a ser um prazer. Obrigada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-7522610967563095693?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/7522610967563095693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=7522610967563095693&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/7522610967563095693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/7522610967563095693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/11/obrigada.html' title='obrigada'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-9149374857429272973</id><published>2008-11-19T17:24:00.005Z</published><updated>2008-11-19T17:42:44.908Z</updated><title type='text'>conversa ao espelho</title><content type='html'>- Amas-me?&lt;br&gt;
- Não sei, não é uma pergunta simples.&lt;br&gt;
- Como é que não é uma pergunta simples? Não há nada mais simples do que um sim ou não!&lt;br&gt;
- Mas o amor não tem nada de simples, é penoso de o reduzir a preto e branco, há zonas cinzentas. Não me faças essa pergunta, não agora!&lt;br&gt;
- Se não consegues responder, a resposta é clara. Para mim não há cinzentos!&lt;br&gt;
- Como é que eu te posso amar se tu não deixas? Eu quero dizer-te que sim, é essa a minha vontade, mas tu nem sempres tornas a resposta fácil...&lt;br&gt; E às vezes, amo-te sem o querer... e em certos dias, quero muito e não consigo. Hoje, por exemplo, não consigo, não quero!&lt;p&gt;
...&lt;p&gt;
Não me faças mais perguntas agora. Amanhã é um novo dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-9149374857429272973?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/9149374857429272973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=9149374857429272973&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/9149374857429272973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/9149374857429272973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/11/conversa-ao-espelho.html' title='conversa ao espelho'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-2673391684124088915</id><published>2008-11-18T13:05:00.001Z</published><updated>2008-11-19T17:43:01.930Z</updated><title type='text'>eu, tu, nós</title><content type='html'>É estranho quando chega a hora de te dizer adeus, de te dizer que tens de caminhar por ti próprio e que não posso mais resguardar-te do mundo. &lt;p&gt; Não te quero mal, quero-te bem, muito bem meu amor! É um amor tanto, que reconheço que apenas a dolorosa realidade te pode cuidar, com os seus amassos e maus tratos. &lt;p&gt; Solto-te hoje, envio-te para um caminho de espinhos, para que possas regressar um dia, mais forte, mais determinado. Para que voltes mais tu, para que eu possa ser mais eu... Só assim seremos nós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-2673391684124088915?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/2673391684124088915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=2673391684124088915&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/2673391684124088915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/2673391684124088915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/11/eu-tu-ns.html' title='eu, tu, nós'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-7643872161183563782</id><published>2008-07-27T23:05:00.005+01:00</published><updated>2011-10-06T14:19:52.854+01:00</updated><title type='text'>dois corpos, sem palavras</title><content type='html'>Percorreu-lhe todo o corpo, primeiro com as pontas dos dedos, sentindo timidamente o toque da sua pele e depois com ambas as mãos, de forma mais intensa, foi acariciando cada pedaço daquela fêmea que perante ele se entregava sem pudores.&lt;P&gt;

Afundou-se no seu ventre, beijando-a e lambendo-a com prazer. Conseguia sentir os seus músculos tremelicando em resposta às suas carícias e o desejo a crescer conforme ela se ia contraindo em pequenos espasmos que acompanhava com gemidos lânguidos. Subiu um pouco para encontrar os seus seios redondos, apetitosos, que o incitavam a continuar, e saboreou lentamente os seus mamilos rijos, sentindo-a cada vez mais quente, cada vez mais louca.&lt;P&gt;

Ela firmava as suas coxas, enlaçando-o como que a pedir mais. As mãos dela procuravam-no agora, para lhe sentir o desejo duro e o embalar numa carícia intensa e ritmada que lhe acelerava a respiração e o faziam querer estar já dentro dela. Desceu mais uma vez, agora para se encaixar no meio daquelas pernas determinadas. Beijou-a, sorveu-a e sentindo-a cada vez mais húmida, foi provando os seus recantos enquanto fincava os dedos nas suas nádegas, aproximando-os ainda mais.&lt;P&gt;

Começou a penetrá-la com os movimentos cadenciados da sua língua gulosa e ela arqueava-se de satisfação, arfando a cada investida e verbalizando todo o seu prazer em exclamações intensas. Recuou um pouco, deixando-a rebolar-se para lhe oferecer os seus quadris e o seu rabo apetitoso, numa visão de puro deleite.&lt;P&gt;

Acamou-se sobre as suas costas e penetrou-a vigorosamente sentindo-a a vibrar a cada estocada. Agarrou-lhe os seios para a sentir ainda mais próxima e continuou dançando dentro dela, ardente e molhada em arroubos compassados que pareciam querer sugá-lo. Ficaram assim os dois até quererem, gozando a agitação dos corpos até à explosão do prazer, o exorcismo das dúvidas e a libertação da alma. &lt;P&gt;

Ofegantes, libertos, plenos e felizes, enroscaram-se suados e deixaram a manhã chegar em silêncio. Não eram necessárias palavras… os seus corpos tinham falado como nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-7643872161183563782?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/7643872161183563782/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=7643872161183563782&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/7643872161183563782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/7643872161183563782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/07/dois-corpos-sem-palavras.html' title='dois corpos, sem palavras'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-7476920149596915866</id><published>2008-07-18T01:30:00.002+01:00</published><updated>2008-07-18T17:30:15.119+01:00</updated><title type='text'>verbo</title><content type='html'>se eu amasse&lt;br&gt;
se tu amasses&lt;br&gt;
se ele amasse&lt;br&gt;
se nós amássemos&lt;br&gt;
se vós amásseis&lt;br&gt;
se eles amassem&lt;br&gt;

se fosse tão simples como conjugar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-7476920149596915866?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/7476920149596915866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=7476920149596915866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/7476920149596915866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/7476920149596915866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/07/verbo.html' title='verbo'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-1671600314524418782</id><published>2008-07-17T01:55:00.004+01:00</published><updated>2011-10-06T14:16:39.837+01:00</updated><title type='text'>leonor</title><content type='html'>Entrei, pé ante pé, na penumbra do nosso quarto. Descalço senti o piso macio a ceder ligeiramente a cada passo, enquanto avançava com uma surpreendente cautela, como se aquele espaço já não me fosse familiar, como se eu fosse um estranho a invadir a intimidade alheia. Uma fresta na janela convidava o vento fresco a entrar, empurrando a cortina para uma dança a par ao som de uma melodia imaginária. Na parede em frente uma enorme tela impunha-se sobre a cama e as suas pinceladas grossas denunciavam dois amantes despidos, abraçados e imortalizados na sua comunhão. &lt;p&gt;

Sobre a cama, uma discussão de lençóis brancos revoltos acusavam a urgência dessa manhã, a sucessão imprevisível de acontecimentos e o desfecho, agora sei, inevitável. Num amanhecer como tantos outros, em que à primeira luz do dia Leonor despertava para se vir abrigar nos meus braços e depositar nos meus lábios um beijo quente, a claridade não me trouxe o seu calor habitual nem a seda da sua pele.&lt;p&gt;

Ainda mergulhado num limbo entre o sonho e a consciência aguardei mais um pouco até me incomodar aquela suposta ausência e procurei eu o seu corpo esguio. Procurei as suas formas e o seu toque quente para a amar, como em tantas outras manhãs. &lt;p&gt;

Não consigo sequer recordar, sem uma náusea e um desespero profundo, o terror súbito quando as pontas dos meus dedos me levaram ao pensamento uma mensagem de frieza, rigidez e inércia. Não tenho como descrever com a mínima exactidão os minutos que se seguiram na minha luta com Leonor, entre gritos angustiados perante a revelação do seu fim e as tentativas inúteis de a resgatar para a vida. &lt;p&gt;

Regressar agora àquele quarto, depois da tempestade, depois das explicações aparentemente tão lógicas e científicas e da sucessão de burocracias, era encarar a realidade da ausência sem ainda a sentir verdadeiramente. Pairava no ar um vestígio ao seu perfume floral e as roupas dispersas iludiam a um prenúncio da sua presença. Breve foi essa ilusão e logo tombei de joelhos no chão, vencido pelo destino e rendido à evidência. &lt;p&gt;

Quisera eu também não ter acordado nesta manhã para não ter de te ver pálida e sem brilho nos olhos. Quisera eu não respirar nem mais uma vez para assim ir ao teu encontro e voltar a sentir-te nos meus braços. Minha querida e adorada Leonor, minha companheira, amiga e amante… a chama que me alimentava extinguiu-se e agora sou órfão, despojado que estou de ti e do teu amor. Aqui, neste chão que já foi nosso, choro pela primeira vez e deixo partir a minha alma no rio dessas lágrimas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-1671600314524418782?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/1671600314524418782/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=1671600314524418782&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/1671600314524418782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/1671600314524418782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/07/leonor.html' title='leonor'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-279410154838117946</id><published>2008-07-15T01:50:00.012+01:00</published><updated>2008-07-15T15:18:37.071+01:00</updated><title type='text'>recordação</title><content type='html'>Uma vez por outra, o passado vem aninhar-se ao meu lado, faz-me companhia durante a noite e invade-me o sono. Sonho contigo, comigo, connosco e relembro o amor que partilhámos, a felicidade que nos embriagava, a alegria que nos contagiava e recordo todo um mundo que girava apenas à nossa volta. &lt;p&gt;
Não sei que memórias teimosas são estas com que partilho a cama. Pergunto se foi o amor que ficou esquecido nestes lençóis ou se são apenas as saudades do passado que me toldam o espírito. &lt;p&gt;
A verdade é que, uma vez por outra sonho contigo e acordo a desejar-te ao meu lado. Para me deitar no teu colo, beber da tua boca, comer do teu corpo e viver do teu amor, como se o tempo não tivesse passado e não fossemos hoje perfeitos estranhos. &lt;p&gt;
Mas já não posso. &lt;p&gt;
Já não sou capaz. &lt;p&gt;
Nem eu de te amar a ti, nem tu a mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-279410154838117946?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/279410154838117946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=279410154838117946&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/279410154838117946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/279410154838117946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/07/recordao.html' title='recordação'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-2511227068619148972</id><published>2008-07-11T14:23:00.008+01:00</published><updated>2008-07-15T11:00:27.458+01:00</updated><title type='text'>em branco</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_h_TFAm2Ttrg/SHx1NRj_QwI/AAAAAAAAAAU/ofhwtab2yEw/s1600-h/sb10066996i-001%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223178538756031234" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_h_TFAm2Ttrg/SHx1NRj_QwI/AAAAAAAAAAU/ofhwtab2yEw/s200/sb10066996i-001%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;Só quem nunca escreveu uma linha, uma frase ou uma palavra - daquelas que emergem do fundo da alma e nos brotam pela boca ou nos invadem o pensamento - só quem nunca expressou com letras os seus medos e anseios é que pode desconhecer o drama da folha em branco.
&lt;p&gt;

A folha em branco impõe-se perante nós, desafiadora e impertinente, lança-nos um sorriso de troça e fica ali, a pairar como um fantasma que nos ensombra as ideias e nos tolda o raciocínio.
&lt;p&gt;

Hoje fiz-lhe frente. Olhei-a de forma ameaçadora, fixei-a com determinação, respirando fundo em plena concentração e disse-lhe NÃO! Hoje não levas a melhor, hoje não me vais obrigar a esconder, hoje eu vou fazer-te frente.
&lt;p&gt;

Comecei a debitar uma palavra atrás da outra, encaixando verbos e adjectivos, enrolando substantivos em preposições, misturando advérbios com interjeições, dando consistência às ideias, dando forma aos pensamentos... sempre empurrando o ponto final para longe.
&lt;p&gt;

Sim, hoje foi diferente. E hoje o branco ficou um pouco mais colorido, mais rico, mais denso. Gostei do desafio. Gostei tanto que em vez do ponto final vou deixar aqui reticências...&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-2511227068619148972?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/2511227068619148972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=2511227068619148972&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/2511227068619148972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/2511227068619148972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/07/em-branco.html' title='em branco'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_h_TFAm2Ttrg/SHx1NRj_QwI/AAAAAAAAAAU/ofhwtab2yEw/s72-c/sb10066996i-001%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-109601463634016838</id><published>2008-01-24T09:25:00.006Z</published><updated>2008-07-15T13:03:35.642+01:00</updated><title type='text'>esta noite sonhei...</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/SHx0LtELFYI/AAAAAAAAAAM/Kx5N0T4EAIc/s1600-h/200292888-001%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;O toque irritante e intermitente do despertador não dá descanso.
Arranca-me violentamente do sono, acorda-me bruscamente do sonho e deixa-me assim, atordoada, assombrada pela interrupção inesperada. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/SHx0LtELFYI/AAAAAAAAAAM/Kx5N0T4EAIc/s1600-h/200292888-001%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/span&gt;&lt;p&gt;
&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Estava bem melhor mergulhada no sono, a navegar pelo sonho, onde voava, pairava e dançava ao lado de cores, ao lado de flores e sorria.
Nos sonhos não somos nós, nem eles, nem niguém, somos alguém que não sabemos quem... mas somos assim, livres, soltos, para ser, crescer e viver sem regras, imposições ou suposições.
E assim ficamos, enquanto um toque irritante não nos vem lembrar que o sonho é só, por breves instantes, o delírio e o devaneio de escapar da vida para alimentar a alma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-109601463634016838?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/109601463634016838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=109601463634016838&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/109601463634016838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/109601463634016838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2004/09/esta-noite-sonhei.html' title='esta noite sonhei...'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-2094034840495597823</id><published>2007-10-15T02:04:00.000+01:00</published><updated>2011-10-06T14:27:23.463+01:00</updated><title type='text'>E se o mundo fosse nada? VII</title><content type='html'>&lt;div&gt;Ouvi uma voz ao longe, talvez uma fada ou um encanto da natureza. Pestanejei mais uma vez e virei-me na direcção da voz de sereia. Uma lufada de ar fresco percorreu o meu corpo. Ali estava ela, caminhando entre o ouro, ondulando com o vento como um pássaro delicado.&lt;P&gt;

Levantei-me num ápice, aos tropeções, para correr na sua direcção. Troquei pés e pernas, caí atrapalhado. Ergui-me de novo, agora mais lentamente, pouco a pouco, fui caminhando na sua direcção. Agora mais calmo, mais devagar cheguei até ela, linda, maravilhosa numa pele de seda e um aroma de lírios envolveu o nosso abraço. Senti o seu corpo delgado e frágil junto ao meu, quis ficar assim para sempre.&lt;P&gt;

Olhei em meu redor e o vazio tinha dado lugar ao mundo que à pouco havia desaparecido. Uma nova realidade acabava de surgir. Este mundo era só meu, descobria-o agora, feito por mim, à minha medida. Onde eu não tinha de me esforçar por parecer igual aos outros, onde eu podia ser como bem quisesse, que tudo à minha volta se adaptaria de imediato. Por isso fui começando a andar, passo a passo, enquanto uma calçada se desdobrava debaixo dos meus pés, e pequenas casinhas de tons pastel se erguiam à minha passagem.&lt;P&gt;                                                                            
Pouco a pouco, foi crescendo à minha volta, a rua ideal, a cidade ideal. Por mim passavam pessoas bonitas, cheirosas, que sorriam e diziam bom dia. Ao longe, sobre o horizonte, vi surgir o mar, sempre quis viver perto dele. Sentia-se o aroma salgado no ar, uma brisa molhada que acariciava o meu rosto. Começava agora  a construir o meu mundo. Onde eu era mais eu e a minha vontade reinava.

...........................................................................

Desliguei o botão da consola e arrumei o comando para cima da mesa. Estiquei-me ao comprido no sofá e respirei fundo. Tinha ficado com a vista cansada de estar tanto tempo a jogar. A treta destes joguinhos é deixarem-nos a pensar na merda de vida que levamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-2094034840495597823?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/2094034840495597823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=2094034840495597823&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/2094034840495597823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/2094034840495597823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/07/e-se-o-mundo-fosse-nada-vii.html' title='E se o mundo fosse nada? VII'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-3808232812451047383</id><published>2007-10-15T02:00:00.000+01:00</published><updated>2011-10-06T14:26:24.504+01:00</updated><title type='text'>E se o mundo fosse nada? VI</title><content type='html'>&lt;div&gt;Quando de novo me senti, quando abri os olhos e olhei em meu redor, senti uma espécie de furacão a passar por mim. Como aquele efeito de descida de montanha russa, só que o fim não chegava. Uma descida quase interminável, quase insuportável rasgou-me por dentro. Fechei os olhos, voltei a abrir e não vi nada. NADA! De novo a ânsia do nada. Assistia de camarote a mais um insólito e alheio vazio, oco e fútil. Persisti parado, rodeado pelo meu maior assombro.&lt;P&gt;

Mantive-me, sem nada poder fazer, enquanto o mundo à minha volta se esvanecia. Não havia palavras para descrever o meu pânico e o meu terror. A raiva e a fúria tomavam conta de mim, parecia que me arrancavam as entranhas com as mãos, que me sugavam a vitalidade e a energia. Sem o meu mundo não era nada. Começava a ficar farto desta palavra amaldiçoada… nada.&lt;P&gt;

De novo reuni todas as forças para me mover e desta vez o meu corpo finalmente obedeceu. Primeiro lentamente, passo a passo, depois um movimento de braços, devagar porque continuava a medo. Comecei a andar em frente, olhando à minha volta. Não sentia nada de especial debaixo dos pés. Pisava um chão mas não via qual era. Virei-me de repente e comecei a andar noutra direcção. Ao fundo, continuava sem ver o que quer que fosse. Mudei de direcção mais uma vez e outra e outra vez, sem nunca chegar a lado nenhum, sem nunca perder de vista aquele deserto branco onde me encontrava, mas sentia algo, o movimento e a noção de mim estavam lá.&lt;P&gt;

Devo ter ficado assim horas, caminhando errante, pois comecei a sentir um enorme cansaço. De repente só me deu vontade de morrer, mas nem isso podia, não tinha como.
Sentim-me tombar para trás, de tanta exaustão e voltei a chorar, como uma criancinha perdida, órfã sem ter para onde ir. Era incrível como se tornava cada vez mais fácil fraquejar. Como tinha cada vez menos forças para lutar contra isto.&lt;P&gt;

Comecei então a lembrar-me dos Verões passados no campo, a brincar às escondidas por entre o trigo. Uma brisa suave que fazia o campo murmurar, o ondular das searas que mais parecia uma dança ao som do vento. E então, senti uma brisa no rosto. A medo abri os olhos e vi que estava, como antigamente, no meio do trigo.
A vento passava a correr ao meu lado e eu assistia, maravilhado. Fiquei assim, quietinho, sossegado para não espantar o sonho, com medo que acabasse a qualquer momento e eu me visse de novo do meio “daquilo”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-3808232812451047383?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/3808232812451047383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=3808232812451047383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/3808232812451047383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/3808232812451047383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2008/07/e-seo-mundo-fosse-nada-vi.html' title='E se o mundo fosse nada? VI'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-114436543322301501</id><published>2007-10-07T00:14:00.002+01:00</published><updated>2008-07-15T12:59:23.470+01:00</updated><title type='text'>e se o mundo fosse nada? V</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/1600/vazio%205.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/320/vazio%205.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
O meu coração batia de uma forma descontrolada querendo saltar para fora do peito. O suor escorria-me pela cara a baixo. Tinha nítida sensação de enlouquecer a qualquer momento. Continuei agarrado à porta, com se alguma coisa lá fora quisesse vir atrás de mim. Respirei fundo várias vezes até acalmar. De repente, fez-se um silêncio tal que me pareceu que o mundo à minha volta tinha desaparecido. Um arrepio gelado percorreu-me a espinha enquanto me virava lentamente. Fui erguendo o olhar desde o chão até à parede. &lt;p&gt;

As minhas pernas e braços voltaram a prender-se ao chão, como se uma força qualquer me pressionasse até doer. As forças abandonavam-me, senti o sangue a desaparecer-me das veias. Transparente demais, até para me assustar com o vazio que estava à minha frente. A minha secretária e a estante tinham desaparecido. Aliás o gabinete tinha desaparecido. Eu estava de novo perante o nada e perante um vazio incalculável. &lt;p&gt;

Quis voltar para trás mas percebi que também a porta tinha desaparecido, dando lugar a uma espécie de neblina que me enjoava. Senti tudo a andar à roda e o meu corpo começou a desintegrar-se, misturando-se com aquele nada. Deixei de me ver e de me sentir. Só sabia que ainda ali estava por que ainda pensava. E o cérebro é a última coisa a morrer, por isso, eu sabia que ainda existia. &lt;p&gt;

Durante alguns momentos, que me pareceram tocar a eternidade, foi como se tivesse voltado ao sonho. A única novidade era a névoa que sabia continuar à minha volta. De resto, nem frio nem calor, apenas aquela sensação de que o mundo havia desaparecido e nada existia para além de mim. &lt;p&gt;

O medo começou a evaporar-se, mas foi pior assim. Fui antes tomado pela inexplicável sensação do desespero e do abandono. Por momentos achei que todos os receios da humanidade se tinham concentrado em mim. E quase sem perceber, as lágrimas começaram a escorrer-me pela alma, porque o meu corpo tinha desaparecido. &lt;p&gt;

Sem gritos, nem queixas chorei por dentro até perder a consciência, a única coisa que me restava. Tudo na minha vida acabava. Tudo se resumia a despedidas e finais inesperados. Até eu estava prestes a acabar diante de mim mesmo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-114436543322301501?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/114436543322301501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=114436543322301501&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436543322301501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436543322301501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2005/03/e-se-o-mundo-fosse-nada-v.html' title='e se o mundo fosse nada? V'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-114436517567970938</id><published>2007-09-18T15:11:00.002+01:00</published><updated>2008-07-15T12:59:33.188+01:00</updated><title type='text'>e se o mundo fosse nada? IV</title><content type='html'>Estacionei mesmo em frente à porta e saí a correr por causa da chuva miudinha que entretanto tinha começado a cair. Acenei o homem da portaria e fui directo à minha sala trocar de roupa. Despi o casaco de fazenda escura e os sapatos, substituindo-os pela batinha branca e ténis. Bebi um café amargo de um só gole e fui para a sala de triagem aturar mais umas gripes e viroses, de quem não tem paciência para esperar pelo médico de família e continua a entupir as urgências do hospital, acima de tudo, com graves casos de solidão. &lt;p&gt;

Uma mulher com os seus trinta anos sentou-se à minha frente e começou a despejar uma série de queixas e lamúrias sobre a vida e o stress. Palpitações, agitações e suores frios, nada que um prozac não resolvesse. Passei a bola aos colegas da psiquiatria e mandei entrar o próximo. &lt;p&gt;


Por volta da hora de almoço fui beber mais um café e dirigi-me à sala de grupo para ver as escalas e saber o que me esperava no resto do dia. Olhei para o mapa e percebi que ia passar o resto da minha tarde nos traumas, a receber acidentes de carro e queimaduras ou outra coisa qualquer mais escabrosa. &lt;p&gt;

No meio de uma tarde relativamente calma, um aviso deixa toda a equipa de sobressalto. Um choque em cadeia à saída da cidade ia trazer seis pessoas em estado grave. Um miúdo de sete anos e a mãe, cujo carro se tinha incendiado durante o embate, entraram dez minutos depois para a minha sala. É nestas alturas que o meu raciocínio entra em automático e tudo começa a acontecer rápido demais. &lt;p&gt;

Quase sem perceber, lancei-me sobre o miúdo, queimado até ao tronco superior, que mantinha os seus olhos esbugalhados como que a travar a dor. Soltou um grito que cortou à faca o ar pesado da sala e cravou as unhas no braço da enfermeira até sangrar. Dei-lhe mais uma dose de analgésico mas parecia não estar a funcionar. O seu corpinho esguio começou a contorcer-se em cima da mesa e parecia estar a entrar em choque. &lt;p&gt;

Virei-me para ir buscar um sedativo e quando me preparava para lho administrar o miúdo tinha desaparecido. Sobre a marquesa estava apenas um lençol branco. À minha volta ninguém parecia ter dado por nada e continuavam de volta de um outro doente. Saí disparado pela porta e comecei a correr pelo corredor esbarrando contra quem me surgisse pela frente. Entrei de rompante no meu gabinete e tranquei a porta atrás de mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-114436517567970938?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/114436517567970938/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=114436517567970938&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436517567970938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436517567970938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2005/01/e-se-o-mundo-fosse-nada-iv.html' title='e se o mundo fosse nada? IV'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-114436494484765324</id><published>2007-08-22T00:04:00.002+01:00</published><updated>2008-07-15T12:59:44.048+01:00</updated><title type='text'>e se o mundo fosse nada? III</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/1600/vazio%203.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/320/vazio%203.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
Aproveitando cada segundo e enquanto me vestia, fui traçando o caminho até ao hospital. Com esta história das greves, tornava-se cada vez mais complicado chegar a horas. Não que fizesse grande diferença o meu atraso. Os corredores das urgências iam estar cheios de gente, velhos e criancinhas com dores de dentes ou de cabeça. As portas iam abrir-se a qualquer momento, empurradas por uma maca. Um ou outro acidentado, &lt;em&gt;overdoses&lt;/em&gt; ou paragens cardíacas iam quebrar a rotina, mas não importava o meu atraso. Quando se está destinado a morrer, pode estar uma equipa toda à nossa volta que nada disso interessa. Tinha aprendido isso ao longo de 15 anos a fazer serviço no banco. &lt;p&gt;

Estes pensamentos fizeram-me companhia durante o longo trajecto pela Avenida Principal. Ao meu lado ia um carro, daqueles desportivos topo de gama, com um miúdo de vinte e poucos anos a abanar a cabeça ao som da música, enquanto acompanhava com o ritmo com pancadinhas no volante. Ia completamente absorto do mundo à volta, mas parecia feliz. Parecia estar vivo, acordado para a vida, que era algo que eu desconhecia de há alguma tempo para cá. &lt;p&gt;

Ontem à noite tinha aparecido um destes jovens lá no hospital. A diferença era que o de ontem vinha com duas fracturas expostas, uma hemorragia interna e um pulmão perfurado. Não houve nada a fazer, enquanto aqueles olhos morenos se pregaram fixamente em mim e eu senti de novo, uma maldita sensação de frustração. Mais um que já não ia ouvir música no trânsito nem passear com a namorada ao fim de semana ou jogar uma futebolada com os amigos. Como costumávamos dizer, mais um para o andar de baixo. &lt;p&gt;

Quando voltei a olhar para o lado, o carro já não estava lá. Nem o carro, nem o miúdo, nem o resto da rua. Ao meu lado estava uma espécie de parede branca, de novo um vazio. Olhei para a esquerda e em frente e as filas continuavam intermináveis. Pisquei consecutivamente os olhos e mandei de novo o olhar para a direita. Lá estava o carro outra vez, com o mesmo indivíduo a abanar a cabeça. Por detrás dele tinham voltado os prédios e as pessoas que ainda à pouco tinham desaparecido. &lt;p&gt;

Liguei o rádio bem alto para me manter acordado. Sabia que andava a trabalhar demais, a beber demais e a descansar de menos. Os sinais de esgotamento começavam a ser evidentes e era melhor ter cuidado. Quando chegasse ao hospital ia tomar qualquer coisa, umas vitaminas ou uma injecção de adrenalina para compensar o cansaço. Pelo menos para aguentar até ao fim de semana.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-114436494484765324?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/114436494484765324/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=114436494484765324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436494484765324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436494484765324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2004/12/e-se-o-mundo-fosse-nada-iii.html' title='e se o mundo fosse nada? III'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-114436457282498526</id><published>2007-08-06T10:38:00.002+01:00</published><updated>2008-07-15T12:59:53.431+01:00</updated><title type='text'>e se o mundo fosse nada? II</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/1600/vazio%204.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/320/vazio%204.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
A água gelada por entre os meus dedos fez-me finalmente despertar. Enquanto mergulhava a cara no rio glaciar que jorrava da torneira, tentava perceber aquele estúpido sonho. Não é que me lembrasse realmente de tudo, mas as imagens que me passavam diante dos olhos eram, no mínimo, perturbadoras. Eram imagens vazias. De um vazio que gelava a alma. &lt;p&gt;
Fechei a torneira e olhei de relance para a porta do chuveiro. Um duche ia saber-me bem, mas enquanto o esquentador não estivesse arranjado, ia ser difícil ganhar coragem. À noite, quando voltasse, ia tentar consertar aquele pedaço de ferro velho que teimava em avariar todos os Invernos. &lt;p&gt;
Liguei o rádio para saber como estava o trânsito e fui até à cozinha. No frigorífico estava um pacote de leite fora do prazo, uma caixa com o esparguete da semana passada, duas latas de cerveja e mais nada. Fechei a porta num ápice. Todo aquele branco, as prateleiras vazias arrepiaram-me e fizeram-me recordar o sonho esquisito.
Bem, o melhor era tomar o pequeno-almoço fora. À noite, quando voltasse, ia até ao supermercado fazer compras e amanhã o frigorífico ias estar cheio de coisas boas e deliciosas a sorrir para mim. &lt;p&gt;
Passava a vida a dizer o mesmo. Quando voltasse, quando tivesse tempo, quando… Mas o tempo nunca era suficiente para tudo aquilo que eu desejava. As horas e os minutos funcionavam, para mim, como uma espécie de teia de aranha e quanto mais voltas eu tentava dar, mais a malha cerrada do tempo se apertava sobre as minhas vontades.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-114436457282498526?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/114436457282498526/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=114436457282498526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436457282498526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436457282498526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2004/11/e-se-o-mundo-fosse-nada-ii.html' title='e se o mundo fosse nada? II'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-114436435772537769</id><published>2007-07-09T18:54:00.002+01:00</published><updated>2008-07-15T13:00:03.251+01:00</updated><title type='text'>e se o mundo fosse nada? I</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/1600/vazio%201.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/320/vazio%201.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
Ali não existia nada. Não corria nem uma brisa, não havia um aroma, nada que me prendesse os sentidos. E, no entanto, não conseguia sair. Balbuciava repetidamente que tinha de me por a correr dali. O meu cérebro dizia às pernas para andar, mas elas tinham vontade própria, vontade de permanecer hirtas, imóveis, no meio de todo aquele nada. &lt;p&gt;
Rodeado de uma imensidão de nada, nem podia dizer que era um deserto porque o meu olhar não vislumbrava nem dunas nem areia. Era um enorme vazio, de um branco ofuscante que me feria os olhos. Sem princípio e sem fim. &lt;p&gt;
Quis gritar com toda a força que os meus pulmões permitiam. Ordenei que as palavras me saíssem pela garganta e que se soltassem, desgarradas, que fossem até onde pudessem, que me fizessem doer no peito de tão sonoras. Eu quis, mas novamente o meu corpo ganhava vontade própria e deixava de me obedecer. Permanecia sereno, ignorando as minhas vontades.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-114436435772537769?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/feeds/114436435772537769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8427359&amp;postID=114436435772537769&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436435772537769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436435772537769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2004/10/e-se-o-mundo-fosse-nada-i.html' title='e se o mundo fosse nada? I'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-114436296553612404</id><published>2007-06-12T22:55:00.002+01:00</published><updated>2008-07-15T13:00:16.935+01:00</updated><title type='text'>positivo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/1600/3034-000037.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/320/3034-000037.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Senti a areia húmida e fria debaixo dos meus pés nus. Um arrepio percorreu o meu corpo e a aragem fria daquela madrugada trouxe consigo as lembranças da minha adolescência, das férias passadas no Algarve, das grandes noitadas que acabavam normalmente na praia, à beira de uma fogueira, rodeada de amigos. Um grupo de miúdos, inconsequentes, inconstantes e incompreendidos nas suas ânsias. Conversas de fim de noite, casalinhos de verão, cerveja e música, num mundo ideal que se prolongava por quatro semanas de puro divertimento, onde tudo era permitido. Depois voltávamos à cidade, à monotonia dos estudos que odiávamos, às tardes passadas no café para escapar às aulas de química e ao sufoco do recolher obrigatório. &lt;p&gt;
Sentei-me à beira-mar, que a esta hora não passava de uma imensidão negra e brilhante que se espalhava à minha frente e soltava os seus murmúrios e lamentações. Em breve ia começar a nascer o sol. Achei que tinha perdido um pouco a noção do tempo e tive a sensação que já vagueava por ali há horas. Tinha ido para ali para pensar, para chorar as minhas dores e, no entanto, acabaram por me vir à memória as recordações e sensações que quase havia esquecido. E não pensei em nada daquilo que queria, nem por um momento pensei na notícia que recebera essa tarde. Só agora, depois de terem passado pela minha cabeça todas as memórias e recordações, desde a infância até à idade adulta, só agora parava para pensar no que me tinha levado ali. &lt;p&gt;
Não é todos os dias que nos dizem termos os dias contados. Não é todos os dias que somos condenados à morte, sem direito a julgamento ou defesa possível. A morte anunciada chegou numa carta, com uma única palavra a fazer toda a diferença, disposta a mudar uma vida. Positivo. A palavra que para mim se tornou lâmina de guilhotina, tomou conta da minha vontade, decidida a conduzir-me ao pesadelo e ao inferno de uma doença aterradora. Chegou sem pedir licença, decidida a roubar-me as minhas pequenas conquistas. &lt;p&gt;
Tinha descoberto da pior forma que o prazer inconsequente e irreflectido tinha um valor alto de mais. &lt;p&gt;
Decidi naquele instante que não ia esperar pela cobrança. Sem pensar muito mais, avancei determinada em direcção à água gelada e negra. Estava tão fria que quase não me apercebi que o meu coração se contorcia de agonia e os músculos contraíam-se em pequenos espasmos. Mas foi tudo muito rápido, muito breve… assim como tinha sido o tal momento de prazer.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-114436296553612404?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436296553612404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114436296553612404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2005/10/positivo.html' title='positivo'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8427359.post-114415636169578023</id><published>2007-04-04T14:10:00.001+01:00</published><updated>2008-07-15T10:45:25.013+01:00</updated><title type='text'>M.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/1600/6145-000138.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1014/571/320/6145-000138.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
Deixa-me tocar-te.&lt;P&gt;

Deixa-me passar os dedos pelo teu cabelo sedoso, descer para sentir os angulos do teu rosto, poisar a minha mão sobre o teu peito e escutar o que o teu coração me diz. &lt;P&gt;Sussurra-me os teus desejos, os teus medos e anseios, deixa-me entrar em ti.
Quero estar lá quando gritares, quando sorrires, quando chorares. Quero sempre fazer parte de ti, amparar-te num embalo quente, terno, como quando moravas em mim, como quando os nossos corações batiam como um só.&lt;P&gt;
Não te afastes nunca, nunca leves para longe o nosso amor.
Agora dorme, vou estar aqui no momento em que voltares a abrir os olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8427359-114415636169578023?l=pozinhosdenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114415636169578023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8427359/posts/default/114415636169578023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pozinhosdenada.blogspot.com/2006/04/m.html' title='M.'/><author><name>Layla</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_TFAm2Ttrg/S1idrTZn8NI/AAAAAAAAACE/xT00gQmaLRg/S220/L.JPG'/></author></entry></feed>
